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sexta-feira, outubro 01, 2010

Setembro brilhante na BOVESPA - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 01/10/2010 - Caderno Seu Dinheiro

Setembro brilhante na BOVESPA



INVESTIMENTOS -Enquanto a renda fixa teve valorização abaixo da inflação, os índices de ações deslancharam, impulsionados pela remoção do obstáculo que foi o processo de capitalização da Petrobras e pela vigorosa recuperação dos papéis da Vale

TATIANA GURJÃO

A Bolsa se sobressaiu como a aplicação mais rentável em setembro. A renda fixa registrou ganhos abaixo da inflação no mês.

A principal referência do mercado de ações do País, o Ibovespa, evoluiu 6,58% no período, recuperando-se da perda de 3,51% em agosto. O índice encerrou o mês aos 69.429 pontos.

No trimestre, o termômetro da bolsa nacional acumulou acréscimo de 13,94%.

O rumo que a Bolsa tomou em direção às altas teve início a partir da metade do mês passado, quando começaram a ser divulgados os detalhes do processo de capitalização da Petrobras.

Segundo analistas de mercado, a falta de clareza sobre como seria a operação da petroleira vinha segurando um movimento de apreciação do Ibovespa. Os papéis da estatal, inclusive, perderam o posto de maior participação no índice para a Vale na composição da carteira que vigorará até o fim do ano.

A combinação de valorização dos papéis de ambas as empresas detentoras das maiores fatias do índice , no mês antecedente, deu impulso para o salto que o Ibovespa teve no período.

As ações da Petrobras se ampliaram 2,74% entre as ordinárias e 4,72% entre as preferenciais. As da Vale, por sua vez, apresentaram incremento de 11,76% nas preferenciais e de 11,56% nas ordinárias.

Entre os demais índices, tiveram maior alta que o Ibovespa os índices de Governança Corporativa (IGC, 7,33%), e Brasil (IbX, com as 100 empresas mais representativas da Bolsa, a 6,93%). O Small Caps (que replica o desempenho de empresas menores), com alta de 5,13%, e o Itel, de telecomunicações, com 4,08%, ficaram abaixo do ganho do benchmark, enquanto o de Energia Elétrica (IEE) foi o único que registrou declínio (0,94%).

No período de julho até setembro, o IGC também registrou o maior ganho, com avanço de 18,67%.

A partir desse mês, sem a expectativa causada pela capitalização da Petrobras, analistas do Bank of America Merrill Lynch apontam para tendência de alta do mercado. "Mantemos nossa meta de 12 meses para o Ibovespa a 81 mil pontos, com base no crescimento médio de 25% dos lucros entre 2010 e 2011 e na recuperação da economia global e nos juros reais baixos", afirmaram os analistas Renato Onishi, Pedro Martins Jr e Marina Valle.

Alan Soares, da Trader Brasil, diz que a Bolsa continua com viés de alta até o fim de 2010. Segundo ele, a próxima barreira que o Ibovespa testará será o de 70 mil pontos já na próxima semana.

Logo depois, a outra parada será em 72 mil pontos. Se a marca for furada, o índice deslanchará e poderá chegar aos 75 mil pontos, diz Soares.

Na esteira da alta das commodites, o ouro avançou 0,75% em setembro, a R$ 73,60, e já acumula uma alta de 19,84% no ano, liderando o ranking dos investimentos.

RENDA FIXA. Na renda fixa, nenhuma aplicação teve ganho real.

O balizador oficial da inflação, o Índice Geral de Preço de Mercado (IGP-M) galgou 1,15% em setembro. Já a poupança subiu 0,5706%, o Certificado de Depósito Interbancário pagou 0,8% e o Certificado de Depósito Bancário (CDB) cresceu 0,66%.

No acumulado do trimestre, no entanto, o CDI supera a inflação, com alta de 2,57%, contra aumento de 2,08% do IGP-M.

No mercado de câmbio, o dólar se desvalorizou 3,7% frente ao real, cotado a R$ 1,692 na venda, menor patamar desde setembro de 2008. De julho a setembro, a divisa dos Estados Unidos já se deprecia 6,21%.

A enxurrada de moeda norteamericana que entrou no Brasil, por conta de aplicações em Bolsa, especialmente durante a oferta de ações da Petrobras, e de investimentos em renda fixa foram os propulsores para a depreciação da unidade dos EUA.

"O Brasil ainda está bastante atraente para o investidor estrangeiro, e, portanto, a tendência é que continue a entrar recursos externos aqui", disse Reginaldo Siaca, da Advanced Corretora.

Siaca afirma que a divisa norte americana seguirá se depreciando ante outras moedas, e que os recursos que o governo têm para conter a alta do real serão paliativos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou na segunda-feira que o mundo vive uma "guerra cambial". Para Daniel Castro, gestor da Horus Strategy, a divisa dos Estados Unidos poderá chegar a R$ 1,65 até o final de dezembro, tendo leves baixas mês a mês.

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