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segunda-feira, março 01, 2010

Um mês de ganhos modestos - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 01/03/2010 - Caderno Mercados

Um mês de ganhos modestos
Tatiana Gurjão

O mercado de ações se destacou entre as aplicações mais rentáveis do mês de fevereiro, mas sem uma diferença tão expressiva frente às opções em renda fixa do mercado. A exceção foi o índice SmallCaps (que mede a variação das ações de empresas menos capitalizadas do pregão), que brilhou com ganhos de 3,15%. A bolsa brasileira encerrou o mês passado aos 66.503 pontos, após dez sessões de alta contra sete de queda.

Avançaram também os índices Ibovespa (1,68%), o Índice Brasil - IbrX (1,14%), balizado pelo desempenho das 100 ações mais negociadas na Bolsa e o Índice de Governança Corporativa (0,74%). O resultado do Ibovespa - que cambaleou durante a segunda metade do mês - ganhou impulso no final graças a um rali das ações de companhias mineradoras e siderúrgicas, como Vale, CSN, Usiminas e Gerdau.

A senha para o pessimismo que rondou os mercados acionários no mês foi a incerteza sobre a saúde financeira das economias europeias integrantes do grupo chamado Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, na sigla em inglês). No final do mês, no entanto, foi divulgada uma série de indicadores dos Estados Unidos, que devolveram algum ânimo ao mercado, por mostrar melhora na economia americana - inclusive um aumento de 5,9% no Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano passado.

Estevão Garcia, professor de Finanças da Veris Faculdade, avalia que investimentos em ação continuam sendo uma boa opção nesse momento, desde que o foco seja o longo prazo. Para o professor, as melhores apostas no mercado acionário são as blue chips, como Vale e Petrobras. A primeira, inclusive, teve ganhos bem acima do Ibovespa: em seus ativos PNA subiu 5,48%. A estatal, ainda lidando com incertezas a respeito de sua capitalização, teve desempenho mais modesto, subindo 1,29% em seus papéis preferenciais.

Em contraponto aos índices mais arrojados, os que são considerados defensivos ficaram em segundo plano. O Índice de Energia Elétrica subiu apenas 0,55%, enquanto o Índice de Telecomunicações declinou 4,07%, atingido por dúvidas com relação a questões societárias.

Rosângela Ribeiro, analista da SLW, diz que, apesar de terem fechado em baixa, os papéis destes setores permanecem com recomendação de compra, por conta dos dividendos atraentes. Ela ressalta que ambos setores são ideais para manter em carteira visando o médio e o longo prazo.

RENDA FIXA. Os ativos na renda fixa mostraram modestas altas, lideradas, pela ordem, pelos Certificados de Depósito Bancário (CDB, 0,62%), Certificado de Depósito Interbancário (CDI, 0,56%) e a Poupança (0,5%).

A expectativa de que a taxa Selic volte a subir - talvez já neste mês - poderá deixar mais atraentes as aplicações atreladas à curva dos juros, que apontaram para uma alta na última sessão do mês. Garcia, contra a opinião majoritária no mercado, acredita que o Banco Central deverá postergar ao máximo a elevação dos juros, por ser, segundo ele, uma medida impopular em ano eleitoral. Ainda assim, como opção na renda fixa, Garcia recomenda títulos pós-fixados - que acompanham a rentabilidade dos juros -, por serem mais seguros.

A melhor aplicação entre os papéis pós-fixados para o mês, de acordo com o professor, é o CDB. Ele alerta que é necessário pesquisar antes de decidir em qual CDB irá aplicar. "Tem de verificar o percentual do CDI que o banco oferece e as taxas de administração, além da performance do título no período entre um e dois anos."

O dólar se mostrou uma aplicação ruim em fevereiro, recuando 4,14%, a R$ 1,807, enquanto o euro retrocedeu 6,04%, a R$ 2,46. Em janeiro as duas moedas foram os ativos que tiveram os mais fortes avanços, assim como o ouro, que cedeu 1,2%, no mês passado, cotado a R$ 65,21 o grama.

Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy, diz que o dólar não é um bom ativo para se manter posicionado no momento, porque a cotação no final do ano - a qual ele projeta entre R$ 1,75 e R$ 1,80 - não se distanciará muito da atual.

A depreciação da divisa dos EUA em fevereiro, segundo Castro, foi apenas uma correção, e, agora, está coerente com os fundamentos da economia norte-americana. No início do mês, a moeda chegou a cravar o preço em R$ 1,891. A queda no valor nos últimos pregões, para o gestor, estão atreladas, também, à uma pressão para a formação do preço da Ptax. "Como a moeda começou o ano em alta, muitos investidores ficaram comprados. A desvalorização mais acentuada no final do mês mostra, no entanto, que o movimento vendedor prevaleceu."

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