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terça-feira, dezembro 01, 2009

Ouro foi o melhor investimento de novembro - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 30/11/09 - Caderno Mercados

Ouro foi o melhor investimento de novembro
Tatiana Gurjão

O ouro disparou como ativo de maior rentabilidade do mês de novembro, repetindo o desempenho de outubro. O ganho do ativo no mês atingiu 15,03%, e o ouro fechou o mês com o lote-padrão cotado a R$ 68,21. A depreciação constante do dólar, somada ao cenário de incertezas sobre os rumos da economia global e o preço alto das matérias-primas foram os gatilhos que impulsionaram a valorização. No ano, contudo, a valorização do metal não é tão expressiva - 6,66% -, especialmente quando comparada aos demais ativos, sobretudo na comparação com os índices da Bolsa.

A segunda colocação foi ocupada pelo Índice Setorial de Telecomunicações (Itel) da Bovespa, com acréscimo de 12,13%. Ações componentes do medidor apresentaram fortes elevações, em especial as da Vivo PN (21,6%, a R$ 52,53) e as da Telemar PNA (15,63%, a R$ 64,20).

O Ibovespa apresentou o terceiro maior avanço no mês - 8,94%. No ano, entretanto, o índice das ações de maior liquidez da bolsa reina entre as altas, com acréscimo de 78,55%.

Apesar da forte volatilidade, o principal termômetro da bolsa paulista seguiu o embalo de indicadores internacionais e da melhora do cenário econômico doméstico e fechou a maioria das sessões no azul.

Dentro do índice, as blue chips se saíram bem, com as ações preferenciais da Petrobras ganhando 10,9% e as ordinárias da Vale, 9,42%.

Outros que tiveram saldo positivo foram o Índice de Energia Elétrica (IEE), com aumento de 3,47%; o Índice Brasl (IbrX) - que mede o retorno das 100 ações mais negociadas na bolsa brasileira -, que subiu 8,46%; e o Índice de Governança Corporativa (IGC), que angariou 7,71%.

Na renda fixa, com a taxa Selic em seu menor patamar, a rentabilidade dos títulos atrelados aos juros apresentou leves avanços; o Certificado de Depósito Interbancário ganhou 0,63%, enquanto o Certificado de Depósito Bancário subiu 0,62%. Mesmo tímidas, as altas superaram a da poupança, que teve a valorização mínima possível, dentro da atual legislação: 0,5%.

Ainda que o desempenho da poupança tenha sido inferior ao da renda fixa, a professora de Finanças da Fundação Getulio Vargas Virene Roxo acredita que, no curto prazo, a poupança pode valer mais a pena para o pequeno investidor.

"Se a pessoa pretende deixar por menos de um ano uma pequena quantia em fundos indexados aos juros, não vale tanto a pena na ponta do lápis, porque, além de os rendimentos estarem mais baixos, há ainda a taxa de administração e o desconto no Imposto de Renda (do qual a poupança é isenta)."

CÂMBIO. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,28% no mês, a R$ 1,754. No acumulado de 2009, a divisa já declinou 24,88%. Para o gestor do clube de investimentos Horus Strategy Daniel Castro a moeda continuará em depreciação, por conta da balança comercial positiva e do maciço ingresso de capital estrangeiro.

"Neste mês, contribuiu para a baixa do dólar a redução do preço de carne bovina e aviária, que turbinou as exportações. O movimento só poderá ser revertido em meados de 2010, com a saída de estrangeiros, diante do receio de que haja uma bolha no mercado brasileiro, em especial entre as commodities. Até lá, no entanto, o dólar poderá bater R$ 1,60."

O euro, porém, seguiu direção oposta e ganhou 1,43%, a R$ 2,629. "A moeda europeia continuará a se fortalecer enquanto a economia americana não estiver sarada. A Europa já está se recuperando, com revisão para cima dos juros em alguns países, inclusive."

Segundo analistas, os desdobramentos do caso de Dubai devem seguir no radar do mercado em dezembro. A garantia de que os Emirados Árabes Unidos vão manter a liquidez do mercado local, porém, pode reduzir o ímpeto da alta do dólar.

"Seria preciso uma crise maior em Dubai (para a desvalorização do real continuar em dezembro). Aí o dólar poderia ir até próximo de 1,80 (real)", avaliou Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros. "Caso contrário, deve ficar entre R$ 1,70 e no máximo R$ 1,75."

Thais Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados, até ponderou que "no meio de dezembro a gente pode ter algum movimento sazonal de saída de recursos para fechamento de carteira". Reconheceu, no entanto, que "vai continuar tendo uma entrada de recursos muito grande".

Um fator que pode frear a queda da moeda norte-americana no nível de R$ 1,70 é a expectativa de novas medidas do governo para brecar a valorização do real. Ao longo de novembro, esse motivo foi apontado por analistas em muitos dias para justificar a hesitação do dólar em ampliar a baixa.

Em outubro, o Ministério da Fazenda instituiu a cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital para aplicações em ações e renda fixa. No mês passado, o governo decidiu pela cobrança do imposto, com alíquota de 1,5%, sobre operações com recibos de ações brasileiras no exterior.

Mas Felipe Salto, economista da Tendências Consultoria, acredita que a incerteza do mercado a respeito de eventuais medidas adicionais do governo pode não ter mais combustível para evitar a subida do real. "A expectativa é que, se vierem novas medidas, serão medidas mais complementares", disse.

"Pode gerar alguma volatilidade, mas a nossa aposta é que essa tendência de depreciação (do dólar) não será afetada", completou Salto, que prevê dólar a R$ 1,65 no final do ano.

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