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quinta-feira, outubro 22, 2009

Passado o susto, dólar retoma tendência de queda - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 22/10/09 - Caderno Mercados


Passado o susto, dólar retoma tendência de queda
Tatiana Gurjão

Passado o susto inicial com o início da cobrança de imposto no capital estrangeiro nas aplicações domésticas na terça-feira, a cotação do dólar voltou à sua trajetória de recuo ante o real e se desvalorizou 1,15%, a R$ 1,723 na compra e a R$ 1,725 na venda. A unidade americana começou o dia ao preço de R$ 1,767 e seguiu trajetória de queda. O Banco Central comprou dólares no mercado à vista, mas não informou a taxa de corte. A Ptax foi fixada em R$ 1,7432 para compra e a R$ 1,744 para venda.

Desde que foi anunciada a cobrança de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) no fim de semana, a divisa dos Estados Unidos avançou 1%. Analistas afirmam, contudo, que a moeda americana continuará em declínio.

"O mercado estava tenso na terça-feira, com receio de que o governo estivesse mais intervencionista. A impressão foi desfeita depois que viram que esta ação não vai mudar praticamente nada. A única diferença será colocar na conta do Tesouro quanto será descontado sobre a aplicação", explicou Daniel Castro, gestor do clube de investimentos Horus Strategy.

De acordo com o gestor, investidores se assustaram por conta da rapidez do governo em adotar a medida e a ausência de diálogo com o mercado. A atração internacional pelo Brasil, segundo Castro, continua. "A notícia caiu mal porque foi inesperada, mas todo mundo continua querendo aplicar no País. Agora, no entanto, será de maneira mais cautelosa."


Antes da adoção do IOF, a entrada de dólares no País em outubro disparava para US$ 10,489 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira. A maior parte desse volume está relacionada a operações no mercado de capitais, principalmente a venda de units do Santander Brasil, e não a um movimento de antecipação ao IOF - já que a primeira notícia a respeito do imposto foi publicada somente na sexta-feira.

O BC comprou somente pouco mais que a metade desse volume, U$S 5,977 bilhões, o que, segundo cálculos do banco BNP Paribas, deve ter permitido aos bancos a cobertura de suas posições vendidas na moeda norte-americana.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar pronto terminou cotado a R$ 1,7359, queda de 1,48%. A rodada teve giro financeiro de R$ 300,707 milhões, com 55 negócios realizados. Nos contratos futuros, o dólar foi negociado a R$ 1,726 para novembro, a R$ 1,736 para dezembro e a R$ 1,746 para janeiro. No turismo, a unidade americana teve decréscimo de 0,56%, a R$ 1,68 para compra e a R$ 1,78 para venda.

No mercado futuro de dólar e cupom cambial, porém, os bancos seguiam até terça-feira com quase U$S 7 bilhões de posições vendidas que indicam uma aposta na valorização do real , em contraponto aos investidores estrangeiros.

De quinta a terça-feira, os estrangeiros triplicaram suas posições compradas em dólar, para cerca de U$S 6 bilhões, em um movimento de proteção a uma eventual alta da moeda norte-americana.

Já o euro comercial, recuou 0,42%, a R$ 2,59 na compra e a R$ 2,594 na venda. No turismo, a moeda única da Europa desceu 1,8%, a R$ 2,44 para compra, e a R$ 2,73 para venda.

Internacional. O dólar recuou ante uma cesta de moedas. Às 17h de Brasília, a unidade americana perdia 1,5% na comparação com a libra esterlina, a U$S 1.6626; na paridade com o franco suíço, declinava 0,7%, a 1.0047 francos suíços. Comparada à divisa japonesa, entretanto, a moeda dos EUA ganhava 0,23%, a 90.99 ienes.

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