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segunda-feira, setembro 28, 2009

Clubes conquistam espaço - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 28/09/09 - Caderno Seu Dinheiro


Segue a matéria em pdf:
Clubes de Investimento.pdf


Clubes conquistam espaço

Tatiana Gurjão

No que depender dos clubes de investimentos, a velha máxima "amigos, amigos, negócios à parte" perderá cada vez mais fundamento. A quantidade de amigos que têm se associado com este fim vem crescendo a cada mês só em agosto, foram registrados 57. O número é quase igual ao do mesmo mês em 2008 período anterior ao da fase mais crítica da turbulência financeira, quando foram criados 58.

Há no Brasil, 2.820 grupos. O número é pequeno quando comparado a outros países. Na França, por exemplo, há 16 mil. Théo Rodrigues, diretor geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), se diz otimista com o crescimento desta modalidade de investimento. "Uma pesquisa realizada há dois anos, com os integrantes da comunidade do INI, revelou que a maioria das pessoas que pretendem investir querem gerir a própria carteira. O brasileiro tem um espírito empreendedor, o que o leva a ter um perfil adequado para administrar um grupo."

Com três pessoas, já é possível formar um. O ideal é que os integrantes tenham os mesmos objetivos para, assim, o gestor poder aplicar os recursos de acordo com a intenção deles. Geralmente, são compostos por quem faz parte do núcleo familiar e de amigos do gestor. O valor inicial para montar um grupo varia de acordo com a corretora. Segundo Rodrigues, há desde as que exigem valores elevados a casos de outras que admitem até um ano para o clube alcançar a quantia de R$ 30 mil. "Neste caso, o valor mínimo do grupo deveria ser o suficiente para comprar um lote de ações, digamos R$ 3 mil por exemplo. Se houver um grupo formado por dez pessoas, e, cada uma colocar em média R$ 250 por mês, em um ano dará para conseguir o dinheiro exigido."

A carteira tem que possuir, pelo menos, 51% das aplicações em ações, e nenhum participante poderá ter mais de 40% das cotas. A média das carteiras é de 67% aplicado no mercado acionário.

Daniel Castro, gerente financeiro de uma multinacional, resolveu abrir o grupo Horus Strategy, para facilitar as operações que realizava em ações para parentes. "Investia na conta dos meus pais, cunhado e outros familiares via home broker. Dava muito trabalho ter de fazer login com a senha de cada um. Como a estratégia era a mesma para todos, vi que meu tempo seria poupado se administrasse os recursos de uma vez só, por meio de um clube."´Segundo o diretor do INI, o ideal é que os próprios quotistas façam a gestão do grupo, mas que também ouçam os conselhos de um analista de investimentos.

Rodrigues considera que, após um período entre seis meses e um ano de estudo sobre o mercado de ações, a pessoa possa estar preparada para gerir um clube, dependendo dos conhecimentos que tenha, ou de quanto tempo se dedicará ao assunto. Ele ressalta que, como muitas vezes a decisão é tomada em conjunto, isso pode estimular a confiança do gestor e permitir o aprendizado.

Para fundar um clube, é necessário procurar uma corretora. Ela poderá, também, aconselhar na escolha dos investimentos. Pela administração, é cobrada taxa de cerca de 2% ao ano do clube. Será a corretora quem cuidará do processo burocrático. A documentação exigida necessitará do aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), instituições responsáveis por registrar e fiscalizar os clubes.

Não há prazo mínimo para permanecer em um grupo. Pode-se sair a qualquer momento, e o resgate do valor referente às quotas é feito em quatro dias úteis, com alíquota de 15% de Imposto de Renda (IR). "É quase um negócio de família. Meu pai, por exemplo, é o presidente. Entre os pontos altos, está a transparência, que é maior do que a de um fundo, pois o integrante sabe exatamente onde e quanto está sendo aplicado. Além disso, há um caráter pedagógico, pois o administrador auxilia aos leigos como operar, como encontrar os pontos de venda e de compra, como manter uma carteira. Tem essa proximidade do gestor", contou Daniel Castro.

O administrador Francisco Costa viu seu clube crescer tanto, que teve de registrar outro, pois estourou o limite de 150 pessoas. Em 2003, ele abriu o Interação com três colegas de emprego. Com o apoio da empresa em que trabalham, conseguiram emplacar duas matérias na revista corporativa. Foi, então, que o clube ganhou destaque, e, hoje, agrega 126 pessoas, depois da saída de algumas.

Apesar de a lei permitir que clubes montados com parceiros de trabalho ultrapassem o número máximo de participantes estabelecido, como ingressaram familiares, a CVM não autorizou. Para todos interessados poderem participar do clube, Costa abriu o Superação em 2006, com 76 integrantes atualmente. A estratégia usada para ambos é a mesma aposta nas ações de primeira linha, as chamadas "bluechips".

Para atrair mais cotistas, ele reuniu vizinhos de condomínio e mostrou o sucesso do primeiro clube. Argumentou, também, como poderia ser rentável começar a aplicar o quanto antes para formar uma aposentadoria para os filhos.

De acordo com o administrador dos clubes, hoje há sócios, como prefere chamar os cotistas, do Nordeste ao Sul do País. Ele envia boletins bimestrais à todos, com argumentos e explicação sobre determinada estratégia e com o extrato que recebe da corretora, que contêm informações sobre o preço das ações e quais estão compradas.

Como montar um clube de investimentos

São necessárias, no mínimo, três pessoas

Depois, é obrigatório procurar uma corretora. Será ela quem cuidará do processo burocrático.
O valor inicial cobrado varia de acordo com a corretora escolhida.
Pelo menos, 51% do patrimônio tem de estar aplicado em ações.
No resgate, é cobrada uma alíquota de 15% referente ao Imposto de Renda.

Para otimizar a rentabilidade do clube:

Todos os sócios devem ser estimulados a estudar os métodos de análise de ações.
Os sócios devem possuir a mesma filosofia de investimento (investir a longo prazo em vez de tentar prever as oscilações diárias do mercado).
O número de sócios deve ser compatível com a participação de todos nas decisões do clube (entre 10 e 15 pessoas).
É interessante que os sócios possuam talentos complementares.
As reuniões devem ser agradáveis, que não desestimulem seus participantes.

Sobre o dia-a-dia dos clubes, o INI sugere que:

O clube faça uma reunião por mês, com cerca de 1h30 de duração, em um lugar acessível a todos os sócios.
A primeira parte da reunião (30 a 45 minutos) seja dedicada à educação dos sócios.
Cada sócio aprenda a analisar uma empresa ou um setor e apresente, nas reuniões, os resultados de suas análises.
Um ou mais sócios fique responsável por acompanhar a administração e a contabilidade - feita pelo administrador contratado.
Analistas ou profissionais de investimentos sejam convidados, de tempos em tempos, para as reuniões mensais.

Fonte: INI

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