Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

quarta-feira, agosto 05, 2009

Dólar em mais um recorde de baixa | Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 05/08/09 - Caderno Mercados






Dólar em mais um recorde de baixa

Tatiana Gurjão

A moeda americana bateu ontem mais um recorde de desvalorização no ano. O dólar comercial fechou a R$ 1,821 na compra e R$ 1823, na venda, com depreciação de 0,65%. A cotação é a menor desde o dia 25 se de setembro do ano passado, quando a moeda fechou a R$ 1,822, no momento em que se aprofundava a turbulência financeira mundial.

No turismo, a moeda dos EUA terminou a R$ 1,75 na compra, e R$ 1,89 na venda, queda de 0,52%. O dólar Ptax ficou cotado a R$ 1,82640 para compra, e R$ 1,82720, para venda. Pela manhã, o Banco Central comprou a divisa americana à taxa de corte de R$ 1,8364.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar viva-voz esteve cotado no fim da sessão a R$ 1,823, queda de 0,65%, com 34 negócios realizados. O giro financeiro movimentou R$ 173.069 milhões. Para os próximos dois meses, os investidores apostaram que o dólar continuará abaixo da barreira psicológica de R$ 1,85. Nos contratos para setembro, a moeda americana ficou cotada a R$ 1,832; em outubro, a R$ 1,843.

"O Brasil é um oásis no cenário econômico mundial." Foi assim que o fundador do clube de Investimentos Horus Strategy, Daniel Castro, definiu a entrada maciça de capital estrangeiro no País, que tem derrubado a cotação da moeda norte-americana. Ele afirma que o Brasil é o segundo melhor País para se investir. O primeiro colocado, para ele, é a China.

"Os fundos internacionais têm optado por fazer seu capital aqui, por não termos investimentos tão arriscados como os hipotecários. Há, também, diversidade na economia. O fato de o Brasil não ter sido tão atingido pela a crise o deixou ainda mais atraente do que antes."

Ele diz que os dados sobre vendas de imóveis nos Estados Unidos podem ter contribuído para devolver o otimismo aos investidores internacionais. "Se o estopim da crise (a venda de casas) tem se recuperado, aumenta o ânimo dos investimentos mundiais, pois dá impressão que o pior da turbulência já passou."

De acordo com Castro, a valorização do real frente ao dólar já prejudica os setores têxtil e de calçados, por causa da concorrência com a China, que pratica preços abaixo do mercado. Ele ressalta, porém, que as commodities ainda não foram afetadas. "A alta do preço das matérias-primas, como minério de ferro e petróleo, continuarão a puxar para cima a balança comercial brasileira."

Até dezembro, ele acredita que o valor do dólar esteja em R$ 1,70. "Esse valor representaria um ponto de equilíbrio. Abaixo disso, pode atrapalhar a dinâmica da economia, e reduzir a produção industrial, por conta da diminuição da exportação."

O fundador do clube avalia o Banco Central poderá diminuir sua interferência na cotação do dólar. "As reservas cambiais já estão grandes. O "colchão" de dólar que o BC tem já é suficiente. Se continuar com os (leilões de) swaps, terá prejuízo." Castro acrescenta que as possíveis ofertas públicas de ações nesse segundo semestre podem despertar, ainda mais, a atração dos investidores estrangeiros.


EURO. A cotação do euro comercial caiu 0,76%, a R$ 2,62 para compra, e R$ 2,624 para venda. No turismo, a moeda única da Europa se manteve estável, a R$ 2,49 na compra, e R$ 2,78 na venda.

No mercado internacional, às 17h40 de Brasília, o dólar se valoriza em comparação às principais moedas da Europa. Em relação à libra esterlina, avançava 0,1%, a US$ 1,6946; frente ao euro, se manteve estável, a US$ 1,4412; sobre o franco suíço, teve acréscimo de 0,38%, a 1,0598 francos-suíços.

Na Ásia, às 17h45, a moeda japonesa ganhava 0,01% perante ao dólar, cotado a 95,27 ienes. Quando comparado com o euro, a divisa da Europa caía 0,02%, a 137,26 ienes. A contínua desvalorização do dólar em relação ao euro, fez com que Pequim fixasse uma taxa de paridade central dólar-yuan menor. Este movimento estimulou a valorização do yuan sobre a moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8302 yuans, de 6,8308 yuans do fechamento de segunda-feira.

Merrill Lynch. O real, que é a moeda de melhor desempenho no câmbio com o dólar este ano, entre as principais divisas nacionais, deverá se valorizar mais até o fim de setembro, já que os operadores apostam que ações, bônus e commodities brasileiros vão crescer com a recuperação econômica, disse a Merrill Lynch.

O dólar deverá se desvalorizar para até R$ 1,70, disse Alberto Boquin, estrategista para dívida mobiliária e câmbio latino-americanos da Merrill Lynch, uma divisão do Bank of America. A moeda brasileira disparou depois que a atividade da indústria de transformação da China, o maior parceiro comercial do Brasil, subiu ao nível mais alto de 12 meses.

"Começamos a ver mais gente que acredita nessa história de recuperação global", disse Boquin em Nova York. "Recebemos números fortes em relação à China e, se os dados sobre emprego, excluindo os rurais, nos Estados Unidos não forem terríveis, as pessoas vão continuar a caçar retornos e a ficar mais otimistas em relação à situação mundial."

O dólar perdeu 21,99% frente ao real em 2009. "Continuamos a acreditar que o Banco Central vai intervir para desacelerar a evolução, mas que não será capaz de revertê- la", escreveram os estrategistas em uma nota a clientes divulgada ontem. "A magnitude do avanço do real nas últimas semanas surpreendeu algumas pessoas", disse ele.

Exportações.

A alta do real intensificou temores de que as exportações de produtos industrializados do País, como calçados, mobiliário, autopeças e têxteis, possam cair. "O Brasil tem uma moeda supervalorizada, o que não é favorável para as exportações de produtos manufaturados", disse José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, que representa 90% dos exportadores do país. "As indústrias brasileiras estão perdendo competitividade por causa da valorização do real."

As exportações brasileiras deverão cair 26% este ano. A cotação do real deveria ficar entre US$ 2,30 e US$ 2,40 para fortalecer as exportações sem alimentar as importações, segundo Castro. "Esta é uma taxa cambial neutra, para o real", disse ele.

Marcadores: ,

Bookmark and Share

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.