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quarta-feira, junho 24, 2009

Dólar tem maior recuo diário desde 4 de maio - Matéria publicada no Jornal do Commércio dia 24/06/09





CÂMBIO - A moeda norte-americana caiu frente às principais divisas europeias, o que contribuiu para a alta das commodities e para a apreciação do real
Dólar tem maior recuo diário desde 4 de maio

Jaqueline Porto

Parte da forte alta do dólar comercial na segunda-feira foi anulada ontem. No mercado interbancário, a moeda americana operou durante todo o dia em desvalorização e voltou a ficar abaixo do piso psicológico dos R$ 2. A correção técnica foi influenciada pelo recuo da divisa também nos mercados internacionais, que levou o dólar a encerrar o dia em queda de 2,27%, cotado a R$ 1,980 a compra e R$ 1,982 a venda, maior recuo percentual desde 4 de maio, quando registrou baixa de 2,34%.

Em meio a previsões de fluxo cambial positivo e de ingressos efetivos de recursos estrangeiros ontem, o Banco Central fez o leilão diário de swap reverso logo na primeira parte dos negócios, com taxa de corte de R$ 2,016. Mais uma vez, a atuação do BC mostrou-se ineficiente para conter a desvalorização da divisa americana. "É difícil estimar até quando o BC irá atuar nos mercados de câmbio. Na verdade, creio que isso ainda deve durar por um bom tempo, principalmente para evitar movimentos especulativos de queda da moeda americana em função das altas volatilidades observadas", diz Daniel Castro, professor da FGV.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar pronto bateu a máxima de R$ 2,021, mas recuou e fechou na mínima do dia, R$ 1,980, desvalorização de 2,22%. O giro financeiro somou R$ 165,424 milhões, para 97 negócios. No turismo, a moeda americana caiu 0,49%, sendo R$ 1,91 para a compra e R$ 2,05 para a venda.

Mesmo com o ajuste técnico de ontem, ainda é cedo para esperar um posicionamento da moeda americana para esta semana. Investidores estão na expectativa do final da reunião do Federal Reserve, hoje, que poderá definir novos rumos de atuação da política monetária dos Estados Unidos.

"Para as próximas semanas, a barreira dos R$ 1,90 será testada e possivelmente rompida em função do aumento expressivo de capital estrangeiro ingressando no Brasil. Bancos como Citibank e JP Morgan já se pronunciaram a respeito de investidores estrangeiros confirmando o aumento da participação dos mesmos no mercado de capitais brasileiro" adianta Daniel Castro. Ainda na BM&F, o dólar julho/09 fechou em R$ 1,982, queda de 2,2%. Os outros quatro vencimentos negociados no dia também tiveram desvalorização de mais de 2%.

O euro comercial desvalorizou-se 0,85%, para R$ 2,786 a compra e R$ 2,790 a venda. No turismo, a moeda europeia teve decréscimo de 0,68%, sendo R$ 2,62 para a compra e R$ 2,93 para a venda.

Internacional. A desvalorização do dólar também nos mercados internacionais fez com que o euro tocasse o maior nível em 12 dias, ante a moeda americana, devido à divulgação de dados sobre as vendas de residências nos EUA em maio.

Às 18h, o euro era cotado a US$ 1,4080, de US$ 1,3865 na segunda-feira, após tocar máxima de US$ 1,4109. Em relação ao iene, a moeda europeia também subiu para 133,97, ante 132,93 da véspera. Já em relação do dólar, o iene valorizou-se, com a taxa de paridade em 95,16, ante 95,82 de segunda-feira. A libra também se recuperou ante a moeda americana, cotada a US$ 1,6455, de US$ 1,6348 da véspera. O franco suíço subiu para 1,0666, de 1,0863 da segunda-feira.

Na China, no mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8348 yuans, de 6,8356 yuans do fechamento de segunda-feira. (Com agências).

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